São vários os aspectos que suscitam discussão e perplexidade nesse episódio. Contudo, quero chamar a atenção para um ponto: sob o manto obscuro, vergonhoso e corporativista do voto secreto, 172 deputados são cúmplices do deputado criminoso, julgado, condenado e preso na Papuda. Não há e não pode haver distinção alguma entre um corrupto e os seus solidários companheiros que, por abstenção ou não, preservaram seu mandato intocável.
Mas é sempre bom lembrar que o
nosso parlamento reflete com precisão a nossa conduta política. Recuso-me a
lançar todos os parlamentares na vala comum da degradação e corrupção, porque
prezo pela democracia. Além disso, sei que nem todo político é corrupto e
criminoso, assim como nem todo brasileiro é desonesto. Antes, pelo contrário,
acredito que a maioria dos brasileiros é honesta e ética. Mas os desonestos
estão por aí, em toda parte, em todas as profissões, inclusive diante dos seus
olhos ou ao seu lado...
Sem considerar a complexidade
desse problema, não vale a pena ir às ruas berrar contra a corrupção.
Denilson Botelho é Doutor em história e atua como professor, sempre trazendo os eventos de uma forma coerente é crítica.
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Texto: Denilson Botelho


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