Na Noruega um Ultra –direitista ensaia os passos de um terrorismo já conhecido, explosões e tiros que matam pessoas e não alcançam direito algum, pelo contrário, a onda mortal em Oslo acertou vidas mas errou metas, nunca vi conseguirem direitos com balas, a não ser na época da guerra, o que na verdade não também não era direito algum produzido, mas sim interesses por terra e poder.
Não há diferença entre as mortes do Afeganistão ou as recentes de Oslo, mas há no ar o sentimento de que ninguém está seguro, lá carros bombas, homens bombas, na Europa um extremista que, sequer digo o nome, se auto-proclama detentor da vida dos outros, esquematiza suas tarefas anti-vida pela internet, explora fórmulas de bombas caseiras e estoura prédios e jovens Noruegueses.
Seus minutos de fama nunca serão esquecidos, porém a estupidez de atos dessa natureza lembra muito mais movimentos de facismo e rebeldia sem causa, para mudar a direção de um país via regras democráticas sabemos que é difícil, aqui no Brasil temos uma porção de problemas quanto a democracia, aqui temos a pseudo-democracia (ex:voto por lista, superfaturamento) que nos deixa confusos e irados, mas ninguém explode a esplanada, no máximo nossos protestos são repelidos pela polícia, que na verdade se esquece do direito ao protesto passivo e também de alguns manifestantes que se esquecem que pedras devem ficar no chão e não virarem armas, mas no geral somos bem educados quando reivindicamos direitos.
Rodrigo Rocco
Rodrigo Rocco
